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9 – O Fantasma da Ópera (1925)

The Phantom of the Opera

1925 / EUA / P&B / Mudo / 93 min / Direção: Rupert Julian / Roteiro: Walter Anthony, Elliot J. Clawson, Bernard McConville, Frank M. McCormack, Tom Reed, Raymond L. Schrock, Jasper Spearing, Richard Wallace (não creditados), baseado na obra de Gaston Leroux / Produção: Carl Laemmle (não creditado) / Elenco: Lon Chaney, Mary Phibin, Norman Kerry, Arthur Edmund Cawere


 O Fantasma da Ópera, baseado no romance homônimo escrito por Gaston Leroux, foi adaptado inúmeras vezes para o cinema, TV e teatro. Mas essa versão de 1925 em específico, foi o debute do atormentado personagem nas telonas, produzido pelo lendário Carl Laemmle para a Universal e principalmente, contou com Lon Chaney, o Homem das Mil Faces, o primeiro grande astro do cinema de terror, como protagonista.

Lon Chaney ficou conhecido por esse apelido por ter se especializado em representar papeis de personagens grotescos e monstruosos, sempre extremamente bem caracterizados (como o próprio Fantasma da Ópera e O Corcunda de Notre Dame, entre outros) e o responsável por inventar uma inovadora técnica de maquiagem na época.

O filme, assim como o romance original, se passa na França do século XIX, na Ópera de Paris, onde o louco personagem desfigurado vive no subterrâneo, se esgueirando pelos aposentos do luxuoso edifício e trazendo terror. Apaixonado por uma jovem cantora de ópera, Christine Daaé, resolve raptá-la. Mesmo fascinada pelo raptor, ao descobrir o seu verdadeiro rosto monstruoso por baixo da máscara que usa, Christine entra em estado de choque e promete que nunca mais amará nenhum outro homem, além do monstro.  Porém, como Christine é apaixonada pelo Visconde Raoul de Chagny, ao ser libertada, resolve se casar com ele em segredo e fugir. O fantasma descobre a trairagem e motivado por vingança e ciúmes, começa seu rastro de destruição.

Vocês estão dançando sobre o túmulo de homens atormentados

Vocês estão dançando sobre o túmulo de homens atormentados

Três sequências do longa merecem destaque: a clássica cena da queda do lustre, através de uma sabotagem do monstro para deixar bem claro sua opinião sobre a atual cantora da ópera; a cena onde é revelada pela primeira vez as feições assustadoras do fantasma e por fim, a mais deslumbrante de todas, a cena do baile de máscaras, filmadas em technicolor, jogando um pouco de cor no cinema preto & branco da época, onde o fantasma entra em cena todo vestido de vermelho com uma exuberante capa, chapéu e máscara de caveira, que é claramente inspirado no conto de Edgar Allan Poe, A Máscara da Morte Escarlate, que mais tarde também seria adaptado ao cinema em A Orgia da Morte, durante a proeminente parceria entre o diretor Roger Corman e o ator Vincent Price.

Apesar desses pontos positivos e do excelente trabalho cenográfico da Universal, e de alardear que contou com cinco mil figurantes para a produção, a direção de Rupert Julian é arrastada e os atores que interpretam Christine e Raoul não ajudam nem um pocuo, não se criando a mínima empatia pelos personagens, exceto claro, pelo monstro de Chaney.

Por curiosidade, assista a versão, também da Universal, de 1943 e uma outra refilmagem de 1989, com Robert Englud, o eterno Freddy Kruger, como o fantasma. E passe MUITO longe da versão de 2004, que é uma adaptação do famoso musical da Broadway de Andrew Lloyd Webber.

Vocêêêêê… ah não, isso é outro personagem.


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

0 Comentários

  1. […] era a primeira opção do diretor Tod Browning para o papel, que queria dá-lo a Lon Chaney, de O Fantasma da Ópera, antigo parceiro do diretor, que acabou morrendo de forma prematura. Lugosi era o intérprete do […]

  2. […] / cientista após um acidente de carro. E a maquiagem da face deformada de Phibes lembra muito O Fantasma da Ópera de Lon Chaney (fora as outras homenagens óbvias, como o sofrimento do personagem recluso e sua […]

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  5. […] do diretor Tod Browning para o papel, que queria dá-lo a Lon Chaney, de O Corcunda de Notre Dame e O Fantasma da Ópera, antigo parceiro do diretor, que acabou morrendo de forma prematura. Lugosi era o intérprete do […]

  6. Alana De Carvalho disse:

    O Fantasma da Ópera é um dos personagens clássicos da literatura e cinema! Tanto que inspirou muitas músicas que levam o mesmo titúlo, tais como as de Blink 182 e Nightwish. O enredo é fantástico. Aaahh, eu gostei da última versão, que trás também uma trilha sonora magnífica (talvez o que desagrade os fãs da versão clássica seja a mudança brusca na temática original, bastante romantizada, é verdade). Esse sem dúvida está entre os meus prediletos! *—-*

    • Beatriz Alencar disse:

      O musical de Webber é maravilhoso mais á adaptação para o cinema é uma merda. É melhor ouvir a gravação do elenco original da Broadway com Sarah Brigtman e Michael Crawford, do quer ficar ouvindo um Gerard Bulter que não sabe cantar.

  7. […] é que a aura gótica, o aspecto sombrio, de sofrimento, solidão e clausura que permeava tanto O Fantasma da Ópera de 1925 quanto o próprio personagem vivido por Chaney, aqui são completamente sobrepujados pela […]

  8. […] Chaney é um dos primeiros grandes atores do cinema de horror, que para sempre terá seu nome imortalizado ao lado de outras lendas como Bela Lugosi, Boris Karloff, Vincent Price, Cristopher Lee e Peter Cushing, entre outros. Conhecido como Homem das Mil Faces, Chaney era aquele que se entregava de corpo e alma e através de efeitos de maquiagem, pode viver personagens clássicos e icônicos do cinema, como o deformado Quasímodo aqui ou o atormentado Erik em O Fantasma da Ópera. […]

  9. Giovani Nespolo disse:

    Todo clássico da Universal e obrigatório.

  10. ssfsdfd disse:

    muito obrigado pelo filme.

  11. Bruno Martins disse:

    A legenda não corresponde com essa versão do filme.

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