117 – Força Diabólica (1959)

The Tingler

1959 / EUA / P&B / 82 min / Direção: William Castle / Roteiro: Robb White / Produção: William Castle / Elenco: Vincent Price, Judith Evely, Daryl Hickman, Phillip Coolidge, Patricia Cutts, Pamela Lindon

 

Assistindo Força Diabólica em casa, eu me pegava pensando como eu gostaria de tê-lo visto no cinema em 1959 quando foi lançado (23 anos antes de eu ter nascido!!!). Explico o porquê:

Força Diabólica é dirigido por um dos mais inventivos diretores do cinema de terror, William Castle, que ficou famoso por introduzir uma série de truques e gadgets para atrair espectadoras e garantir interatividade com o público que assistia aos seus filmes no cinema. Em um de seus longas anteriores, Macabro, (1958), ele criou um seguro de vida para aqueles que assistissem ao filme. Em outro, o clássico A Casa dos Maus Espíritos, criou uma engenhoca chamada Emergo, que fazia com que esqueletos circulassem pela sala de exibição, provocado sustos na plateia. E com Força Diabólica, não poderia ser diferente, onde inventou o sistema Percepto, instalando pequenos mecanismos que davam choque em algumas cadeiras do cinema, para aumentar o susto e consequentemente, os gritos.

Ah sim, vamos falar sobre o filme, que já começa com o próprio Castle avisando ao público que se você gritar no momento certo, isso poderá salvar a sua vida. Estrelado pelo icônico astro dos filmes de terror Vincent Price (curiosamente o primeiro dele nessa lista), Força Diabólica é diversão absoluta. Uma mistura de terror e sci-fi barato, com toques de comédia e filme noir. Price é o Dr. Warren Chapman, que estuda uma estapafúrdia teoria de que todos nós possuímos uma espécie de parasita microscópico alojado em nossa coluna, que se alimenta de nosso medo, apelidado de Efeito Calafrio (o Tingler do título original). E se nos momentos de maior pavor não gritarmos para aliviar a tensão, esse parasita é capaz de quebrar nossa espinha em dois pedaços!!!!

Parasita à espreita

Por mais ridículo que seja, o roteiro é muito bem construído com uma seriedade espantosa. Entra em cena uma surda-muda, a Sra. Higgins, que junto com Ollie, seu esposo, administra um cinema especializado em filmes mudos. Então se a Sra. Higgins não pode falar, logo também não pode gritar, e pode muito bem acabar morrendo de medo se a teoria do Dr. Chapman for comprovada.

Atenção para o SPOILER ALERT. Leia por sua conta e risco:

Afim de pegar a grana da esposa, Ollie prepara um susto daqueles para ela, usando de artifícios como máscaras de terror, janelas e portas que se fecham sozinhas e uma banheiro cheia de sangue vermelho-vivo (destoando do resto do filme em preto e branco), que mais parece uma alucinação maluca da Sra. Higgins. Claro que a mulher empacota e durante sua autópsia realizada por Warren, ele retira da sua espinha uma larva que parece uma tosca centopeia gigante, que cresceu exageradamente pela falta de grito da mulher.

A criatura é hilária e toda vez que ela aparece em cena, ouve-se o efeito sonoro de batimentos cardíacos. Acontece que o “Tingler” escapa e vai parar numa sala de cinema, e daí é o momento mais surreal do filme, criado especialmente para interação com a plateia. Primeiramente a imagem some e só se ouve o vozeirão característico de Price falando para todos manterem a calma. Logo em seguida, o bichinho entra na sala de projeção e o filme sai do ar, com a tela ficando em branco e a larvona passando na frente da tela. Até que mais uma vez fica tudo escuro e Price convoca todos a gritarem o máximo que puderem, para garantir suas vidas e destruir a criatura. GE-NI-AL.

Ainda com um final completamente bizarro, o que vemos é uma espetacular junção de um excêntrico diretor, um ator sem igual como Price e uma criatura tosca demais. Diversão garantida.

Color me blood red

Serviço de utilidade pública:

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7 comentários sobre “117 – Força Diabólica (1959)

  1. Pingback: 126 – 13 Fantasmas (1960) | 101 horror movies

  2. Pingback: 145 – A Máscara do Horror (1961) | 101 horror movies

  3. Esse filme é realmente demais! Quando eu o assisti, apaguei as luzes aumentei o som, quis viver este momento. Gostaria de ver a reação da plateia, parabéns ao William Castle, com certeza foi uma experiência única para aquele pessoal e de certa forma para mim também!

  4. Pingback: 145 – A Máscara do Horror (1961) | 101 horror movies

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