Djinn é um gênio

681 – O Mestre dos Desejos (1997)

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1997 / EUA / 90 min / Direção: Robert Kurtzman / Roteiro: Peter Atkins / Produção: Pierre David, Clark Peterson, Nöel Zanitsch; David Tripet (Coprodutor); Erik Salzgaber (Produtor Associado), Wes Craven (Produtor Executivo) / Elenco: Tammy Lauren, Andrew Divoff, Robert Englund, Chris Lemmon, Wendy Benson-Landes, Tony Crane, Kane Hodder, Tony Todd

 

O Mestre dos Desejos é um filme um tanto quanto ambíguo. Ele funciona muito bem como homenagem ao cinema de terror, tem em seus créditos uma porrada de gente importante para o gênero, criou mais um movie maniac, mesmo que sem o charme ou sucesso de outras criaturas da lista, tem uma história até que interessante e efeitos especiais e de maquiagem bem bacanas. Mas…

Sempre tem um mas, né? E aqui no caso é que apesar de tudo isso, é um filme mediano, que fica meio em um limbo daquelas produções sem muito brilho dos anos 90, apesar do esforço de todos os envolvidos, começando aí por Wes Craven, o nome com mais destaque – inclusive em toda a campanha de marketing – produtor executivo do longa, e que em matéria de criar personagens icônicos do cinema de terror, já havia nos brindado com o Freddy Krueger e o Ghostface.

A direção ficou por conta de Robert Kurtzman, especialista em efeitos especiais e de maquiagem, mais precisamente, o K da KNB EFX Group, empresa em que é sócio junto de Greg Nicotero e Howard Berger, experts no assunto (para você saber, são os responsáveis pela série The Walking Dead), e que também assinam os efeitos visuais em pareceria com a Image Animation International. Por isso volto a frisar que os efeitos especiais, a maquiagem (e o gore, por conseguinte) e o visual do vilão, são de primeira.

A trama, escrita por Peter Atkins explora a figura do Djinn, o gênio das lendas árabes, que ao invés de ser aquele sujeito azul que sai da lâmpada e ajuda o Alladin (ou o KAZAM! de Shaquille O’Neal, muito mais assustador) é uma criatura demoníaca, devassa, que distorce o desejo do humano cheio de cobiça que o liberta. É sua obrigação conceder três desejos àquele que o tirar do sono eterno, e quando esse último desejo é atendido, o Djinn transformará toda nossa realidade em um inferno e acabará com a humanidade. Bem assim…

Tim-tim

Tim-tim

Pois bem, um sacerdote persa consegue aprisionar a malévola criatura em uma gema opalina e milênios depois, é libertado acidentalmente por uma jovem pesquisadora, Alexandra Amberson (Tammy Lauren). O Djinn parte em busca da moça, assumindo uma forma humana de nome Nathaniel Demerest (Andrew Divoff), deixando um rastro de morte concedendo desejos adulterados para aqueles que encontra pelo caminho, tocando o terror para que a moça faça seus três desejos e assim, o monstro megalomaníaco domine o mundo.

A realização dos desejos por parte do Djinn é das mais espetaculosas, e remete aos mais pirados momentos do pesadelos do Freddy Krueger, tipo transformando uma garota em manequim, fundindo um segurança com uma porta de vidro ou metendo outro leão de chácara amarrado em uma camisa de força dentro de um tanque de água, à lá Houdini. Isso sem contar a orgia de sangue e mortes escalafobéticas quando o vilão resolve dar de penetra em uma festa organizada pelo museólogo Raymond Beaumont, papel do Robert Englund, o Titio Freddy em pessoa.

Aliás, falando em Robert Englund, O Mestre dos Desejos tem uma pá de participações especiais de vários atores do cinema de terror, entre eles Angus Scrimm, o Tallman de Fantasma; Tony Todd, o Candyman; Kane Hodder, o Jason Voorhees a partir de ; e Ted Raimi, irmão de Sam Raimi, fake shemp em A Morte do Demônio e a velha Henrietta possuída em Uma Noite Alucinante, entre outros.. E os sobrenomes dos personagens: Finney, Beaumont, Derleth e Demerest são todos referências aos escritores de terror, suspense e ficção-científica dos anos 50.

O Mestre dos Desejos foi lançado nos cinemas e fez um relativo sucesso, faturando mais de seis milhões de dólares de bilheteria doméstica (seu orçamento foi estimado em cinco milhões), mais sucesso no mercado de home-vídeo (eu mesmo assisti em VHS na casa dos amigos), acabou se tornando um filme até cultuado e respeitado em seu meio, e deu origem uma franquia, com mais outras três continuações.

Djinn é um gênio

Djinn é um gênio

Serviço de utilidade pública:

O DVD de O Mestre dos Desejos está atualmente fora de catálogo.

Download: Torrent + legenda aqui.


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

3 Comentários

  1. Leonardo disse:

    Alguém sabe dizer se esse filme foi exibido aqui no Brasil? Acho que saiu direto pra locadora, nao me lembro dele nos cinemas daqui. Eu gostei quando aluguei o VHS em 98, até revi algumas vezes, mas já faz 14 anos desde a última. Lembro pouca coisa. E não vi nenhuma das continuações. Mas essas foram todas direct-to-video até mesmo nos EUA né?

    • Oi Leonardo. Se eu não me engano só foi lançado em VHS mesmo, e não nos cinemas.

      Sim, todas elas direct to video. Esse foi o único lançamento no cinema na gringa.

      Abs

      Marcos

  2. Andrigo Mota disse:

    esse era massa demais. Simplesmente todos os bam bam do terror se lascando (candyman, jason e freddy).
    Eu achei master isso…foi um desejo de mestre… 😉

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