EvilDeadRegeneration

This is YOUR boomstick!

Amanhã, aka Halloween, estreia Ash vs. Evil Dead. Então vamos relembrar aqui o saudoso game Evil Dead: Regenearation


 
Ash vs. Evil Dead é uma série que muitos leitores, moderadores aqui do blog e muita gente pelo planeta está ansiosa para ver. Aproveitando que a série está prestes a lançar, decidi escrever pra vocês sobre um game relativamente antigo, que completa lá seus dez anos de idade. Estou falando de Evil Dead: Regeneration, lançado em 2005 para o saudoso PlayStation 2, Xbox e também para os PCs. O game não é baseado na história de nenhum filme, tendo seu próprio enredo, que, por sinal, é muito interessante.

O jogo é um “What-If? Scenario”, se passando em uma realidade alternativa da trilogia original do Raimi, mostrando o que aconteceria caso Ash não tivesse sido sugado pelo portal que o levou de volta no tempo ao final de Uma Noite Alucinante. Começa com Ash (dublado por ninguém menos que o próprio Bruce Campbell) em um asilo para criminosos insanos, como resultado de tudo que aconteceu em A Morte do Demônio e Uma Noite Alucinante. Porém um dos doutores do asilo (coincidentemente o doutor de Ash), o Dr. Reinhard, possui o diário do professor Raymond Knowby e planeja usá-lo para se tornar poderoso, aquele papo clássico de vilão. Agora com os deadites soltos pelo mundo, Ash tem que fazer o que faz de melhor, usar sua boomstick e mandá-los de volta pro inferno.

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É bom citar também que, durante o jogo, Ash acaba fazendo dupla com Sam, um anão meio-morto vítima de Reinhard, dublado por Ted “irmão do Sam” Raimi. Bom, você começa o jogo apenas com uma pistola e nada mais, mas ao término da primeira etapa você já encontra a Boomstick e a motosserra clássicas. Além disso, no jogo Ash também poderá encontrar um arpão, usado para acessar lugares distantes, um lança-chamas, um lançador de foguetes teleguiados que se grudam aos deadites e uma motosserra melhorada com lâmina de titânio. Ah, a munição é infinita e o gás da motosserra também.

O gameplay é estilo hack and slash, você vai pra frente e mata tudo que se move. Além disso, você deve resolver alguns puzzles. Nada impossível, você quebra um pouco a cabeça (nem isso, em alguns deles) e voilá, feito. Ash também tem um modo de rage, onde, após derrotar uma quantidade de inimigos, você pode ativar o modo o personagem se torna o “Ash possuído”, ficando mais forte, mais rápido e invulnerável por uma quantidade limitada de tempo. Os inimigos às vezes precisam de um “finishing move” para morrerem de vez, onde uma aura aparece em volta deles e você pressiona um botão para executar uma ação.

Além disso, Sam, além de ser o alívio cômico do jogo, está ali para te ajudar. O mais engraçado é que o pobre anão pode morrer e ressuscitar facilmente, sempre de maneira cômica. Você pode chutar ele (afinal Ash fala que ele é seu “sidekick“, bela piada) contra os inimigos, onde Sam pode decapitá-los ou distraí-los para que você possa matá-los com mais facilidade. Mas não só isso, você pode usar o pobre camaradinha para travar lâminas para que você tenha passagem, para explodir fornalhas e por aí vai. Em alguns momentos do game, também podemos controlar Sam para passar por pequenas passagens, por buracos, para abrir portões para Ash e por aí vai.

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No game nós passamos por nove mapas, entre eles cemitérios, minas abandonadas, florestas, pântanos e o templo (o mapa final). Uma coisa muito bem-feita, que eu particularmente adorei, foi que a primeira “fase” do game, que serve meio que de tutorial, é na cabana dos filmes, onde relembramos alguns ocorridos como os móveis possuídos e o espírito atacando Ash, para logo depois irmos ao asilo. O jogo também tem cinco chefes para serem derrotados, incluindo Reinhard que, obviamente, é o boss final.

O jogo é bastante interessante, tem ação frenética e te faz dar boas risadas devido as piadinhas de Sam. O problema é que quem não está familiarizado com os filmes corre risco de não entender bem a história e acabar achando o jogo repetitivo e enjoativo em certos trechos, o que, sendo sincero, ele é. Chega uma hora que você se cansa de enfrentar os deadites devido ao fato de serem várias batalhas, algumas bem longas e outras bem próximas umas das outras. O jogo teve uma aprovação de 69% no GameRankings e 69/100 no Metacritic.

Se eu recomendo para vocês? Bom, se você não é fã da série, mas quer um jogo divertido para passar o tempo, sim, eu recomendo. Se você é fã da série, é recomendadíssimo. A riqueza em detalhes e referências aos filmes é incrível, sem falar que é um presente pra galera que ama a saga. Mas uma coisa eu digo desde já, sendo você fã da série ou não, não tente terminar o jogo em uma sentada só, ele vai acabar se tornando enjoativo e chato, dando a possibilidade de você deixá-lo parado um bom tempo até jogar de novo.

Minha recomendação é que jogue e quando ver que o game está começando a enjoar, tente salvar e pare, volte algumas horas depois ou talvez no outro dia. Porque na moral, poder dar um tiro de boomstick na cara de um deadite é uma sensação boa pra caramba…

EvilDeadRegeneration


Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

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