Friday-the-13th

A matança continua… em 8-bits!

Para essas sexta-feira 13 não passar em branco, vamos voltar no tempo e dar aquela olhada no game do nosso amigão de máscara lançado lá em 1989 para o NES.


Ah, o Nintendo Entertainment System! Conhecido entre as pessoas como o NES. Um dos consoles mais clássicos da história dos videogames, responsável por trazer até nós jogos inesquecíveis como Super Mario Bros., Contra, Duck Hunt e Mega Man. Claro que todos os filmes de antigamente também tinham suas adaptações para o mundo dos games, e o próprio Nintendo tem uma biblioteca vasta de adaptações.

Em 1989, uma franquia de filmes estava em seu auge e essa era a saga do assassino da máscara de hóquei, Sexta-Feira 13. O que se faz com uma série slasher que está lucrando milhares de doletas e se tornou um dos grandes assuntos da cultura pop? Você transforma ela num jogo para as crianças se divertirem em casa!

Lançado em Fevereiro de 1989, desenvolvido pela Atlus e publicado pela LJN, Friday The 13th comprova uma coisa certa: se você não for assassinado por Jason Voorhees, de certo vai morrer de desgosto, porque esse jogo é de uma vergonha alheia que só!

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Tu controla seis campistas, cada um com níveis de velocidade, pulo e remo variáveis. O game é um survival-horror em perspectiva side-scrolling. Independente do personagem que você escolher, sua primeira arma é uma pedra que faz um arco ao ser jogada. Aí está um dos primeiros problemas do jogo: a porra das pedras!

É um saco ter que tentar acertar os inimigos usando isso, porque você precisa ser bem preciso quanto a sua distância, caso contrário, elas voam por cima dos personagens e você acaba tomando dano. Ah, claro, os inimigos. Bom, você enfrenta aqui zumbis, corvos e lobos, igualzinho nos filmes…. não é? [SARCASMO MODE ON]

Você pode fazer um upgrade na sua arma apenas quando encontra uma nova, que pode ser uma faca, por exemplo. Durante o gameplay um alarme irá soar, indicando que você deve ir até certo ponto impedir que Jason mate um campista ou alguma criança. É aí que entra o segundo problema: o mapa!

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Você enxerga a cabana e digamos que o caminho mais próximo para ela é pela direita, qualquer pessoa com raciocínio lógico iria andar com o personagem para a direita. Mas não, se você for para a direita no jogo, o mapa mostra que você foi para esquerda! Isso realmente acaba cagando toda a experiência, pois aí alguma criança morre e você tem uma chance a menos de terminar o jogo. Isso é, se você não for parar nas florestas ou nas cavernas, que aí seu personagem fica marcado por um ponto no meio de árvores ou de montanhas e, independente de onde você for, ele NÃO se mexe.

Você precisa ficar acendendo lareiras dentro das cabanas, uma vez que todas estiverem acesas uma lanterna e uma tocha ficam disponíveis para uso. Agora vamos ao principal, quando você encontra Jason, o jogo fica em uma perspectiva igual a de Punch-Out!! e você precisa desviar dos ataques do cafúçu e acertá-lo com as armas que tiver e, se você sobreviver, você recebe a mensagem “Você venceu… por enquanto”. A mamãe do ano, Pamela Voorhees também está presente: você a encontra em um armário escondido nas cavernas e ela é representada por uma cabeça flutuante, a qual você também deve enfrentar.

O objetivo principal do jogo é sobreviver durante três encontros com Jason, e a foda é que as crianças ou os campistas não podem morrer, o que parece fácil, mas com esse mapa e essas armas inúteis, se torna uma tarefa hercúlea de fazer você arrancar os cabelos. Além disso, se você morre com o personagem que escolheu, você automaticamente escolhe outro para continuar o jogo. Se todos os campistas ou as crianças morrerem, o jogo acaba. Mas, na boa, é bem provável que você desligue o NES ou, no meu caso, feche o emulador de tanto desgosto.

Friday-the-13th

O jogo nada mais era do que uma tentativa de arrancar uma verdinha dos gamers da época, já que Sexta-Feira 13 era uma franquia lucrativa pra caramba e estava na boca do povo. Infelizmente, na época que o game saiu, o filme que estava para ser lançado era Sexta-Feira 13 Parte 8 – Jason Ataca Nova York, que já mostrava a decadência da cinesérie.

E é exatamente o que o jogo representa: decadência. Um gameplay ridículo e confuso, que só serve para te frustrar e fazer desistir desse pedaço de lixo. Não é pra menos que os críticos o considerem um dos piores games já feitos para o NES. E olha que o rival do nosso amigo mascarado, o Sr. Freddy Krueger, também não saiu ileso quando o assunto é vídeo games, mas isso é história pra outro post!

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Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

3 Comentários

  1. Vinicius disse:

    Eu jogava esse troço numa locadora perto de casa, e é ridículo de difícil justamente por todas essas falhas que você apontou….Pior é tentar enfrentar o Jason com a porra de pedra, morte na certa, hahahaha!! O jogo do Freddy é bem melhor que esse aqui, mesmo não sendo uma das sete maravilhas do mundo, hehehe

  2. Rafael Guma disse:

    Tomara que o novo do nosso amigo Jason seja bom.

  3. E ainda tem o “selo de qualidade Nintendo”, que nunca servia pra porra nenhuma. xD

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