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Review 2016 #54: The Windmill Massacre

Slasher, satanismo, um moinho e um espantalho!


O procedimento padrão é esse: muitos filmes da nova safra prometem bastante com trailers empolgantes. Nem sempre eles cumprem essa promessa. The Windmill Massacre, também conhecido como The Windmill, é um deles. O longa, cujo título em tradução literal seria O Massacre do Moinho, ou só O Moinho (que aqui no Brasil certeza viraria O Moinho Macabro ou algo assim), é um slasher com temática de bruxaria, mas que não segue a cartilha do gênero que está por aí desde o final dos anos 70.

Dirigido por Nick Jongerius, produtor do excelente O Exército de Frankenstein, e com roteiro escrito a seis mãos por Jongerius, Chris Mitchell e Suzy Quid, o filme nos transporta até a Holanda. Lá primeiramente somos apresentados a Jennifer, que trabalha com uma identidade falsa de babá em uma casa de família. Logo no início ela acaba sendo descoberta e se vê obrigada a fugir. Temos também como personagens um doutor que está visitando um museu e desenha como uma espécie de terapia; um pai workaholic tentando passar um tempo com o filho; um rapaz que irá soltar as cinzas da avó; uma jornalista que está preparando sua grande matéria sobre os moinhos holandeses e um veterano da marinha recém chegado da guerra.

Após esse momento, todos se juntam em um ônibus que irá fazer um passeio turístico pelos moinhos da cidade. Durante o trajeto, o ônibus estraga e eles se vêem obrigados a fazer abrigo em um galpão próximo a um moinho, cujo lendas contam que o moleiro era um satanista praticante que colocava ossos de suas vítimas no moinho em vez dos grãos (!!!). Um fato interessante é que o prólogo do filme – como eu decidi chamar – não se prende a Jennifer, mas nos dá uma breve profundidade sobre todos os personagens que mais tardar se envolverão na trama. Vale citar que o moinho aparece em três dessas introduções, interligando-as, como se estivessem destinados a estar naquele local.

Cultivador de grãos... humanos.

Cultivador de grãos… humanos.

Em um outro slasher mais tradicional, o assassino iria atrás dos que estão dando umazinha ou nadando pelados, mas em The Windmill Massacre temos um assassino, que aqui é um espantalho munido de uma PUTA foice, que explora o passado de suas vítimas, entrando no seu psicológico e usando isso contra elas para então pegá-las. E esse é o diferencial, todos estão ali por um motivo em comum que desperta o desejo sanguinolento no tal espantalho moleiro.

A direção de Jongerius é boa, nos dando vários takes da paisagem turística da Holanda de brinde e alguns jogos de câmera interessantes. A construção do clima e da atmosfera de paranoia merece destaque. Os personagens culpam a si mesmos e uns aos outros por diversas situações perturbadoras envolvendo presente e passado, o que foi muito bem desenvolvido, prendendo nossa atenção. Outro ponto bem interessante do filme é o gore com suas mortes, que aqui são frutos de efeitos práticos (em sua maioria) e CGI muito bem feitos. Destaque para a morte do rapaz que tem os pés cortados num golpe de foice certeiro e logo tem a cabeça esmagada por uma pisoteada!

O longa tem até mesmo um plot twist bem de leve e marcha para um final chocante e pessimista. No final das contas, The Windmill Massacre – uma mistura de Halloween com O Moinho das Mulheres de Pedra – é um bom slasher que foge ao padrão e acaba por se tornar uma boa diversão para quem assiste, podendo agradar boa parte dos fãs do horror.

3,5 viagens para a Holanda para The Windmill Massacre

Meus pés, não sinto meus pés!

Meus pés, não sinto meus pés!


Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

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