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TOPE NOVE – Melhores de 2016

Fato inegável que de longe, 2016 foi um dos melhores anos para o gênero em tempos. De produções coreanas, turcas e iranianas, passando por bruxas e demônios, até chegar em thrillers de roer as unhas dos dedos, testemunhamos  o surgimento de novos e promissores diretores, a afirmação da excelente nova safra do cinema de horror indie americano, o crescimento de temas que evocam o niilismo e o satanismo, o boom dos throwbacks e nada menos que O MAIS FODA filme de terror do século até então!

Com vocês, a lista dos melhores do ano. E QUE ANO, meus caros!

PS: A regrinha de escolha é: filmes lançados comercialmente neste ano – cinema, DVD, Blu-Ray ou VOD – mesmo que o ano de produção seja anterior ou que só tenha sido exibido somente em festivais anteriormente.


9) À Sombra do Medo (Under the Shadow)

Também conhecido pejorativamente como “o Babadook iraniano” ou “um filme persa de James Waan”, o estreante Babak Anvari traz os horrores da guerra, do fundamentalismo religioso, do totalitarismo, da maternidade, e tem até um Djinn no meio para assustar geral.

Quase Martin Luther King...

Quase Martin Luther King…


8) Green Room

Nazi punks fuck off! Uma tensão lancinante na luta pela sobrevivência de uma banda punk feita de refém em um clube underground por grupo de neonazis liderados por um Patrick Stewart assustador nunca visto na história desse país. Subversivo do jeito que a gente gosta!

Vou levar ali no amolador e já volto

O amolador tá passando, já volto!


7) The Eyes of My Mother

Outra estreia na direção com louvor: Nicolas Pesce, como na tristeza de um fado, narra em preto e branco, de forma poética e brutal, a transformação de uma garotinha em uma psicopata após um trágico acidente mudar sua vida completamente.

Roda roda vira

Roda roda vira


6) Baskin

Direto da Turquia, Can Evrenol esfrega um bizarro e pesadíssimo pesadelo digno de Clive Barker na nossa cara na literal descida ao inferno de um grupo de policiais que se metem em um antigo local de missa negra. Só para os fortes!

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Me vê meio quilo de contra


5) O Lamento (Goksung / The Wailing

A Coreia do Sul volta a boa e velha forma no cinema de horror. A hora final do longa de Na Hong-Jin é como se um trem descarrilhado batesse de frente em você, num soco no estômago de zero esperança, mas de uma forma lindíssima como só os coreanos sabem fazer.

Meu lamento te ama!

Meu lamento te ama!


4) Invasão Zumbi (Busanhaeng / Train to Busan)

DO TREM PRO BUSÃO! Os zumbis contorcionistas coreanos protagonizam nada menos que o melhor filme de zumbis da década! Frenético, mesmo nas cópias dubladas…

Estação Sé. Desembarque do lado esquerdo do trem!

Estação Sé. Desembarque do lado esquerdo do trem!


3) O Convite (The Invitation)

O thriller de Karyn Kusama, que é uma verdadeira crônica de uma tragédia anunciada, é de causar acidez no estômago de tanta tensão, do começo àquele final que te faz soltar um alto e sonoro WHAT A FUCK! Pense duas vezes antes de aceitar o convite para um jantar com a ex…

Adivinha quem vem para o jantar?

Adivinha quem vem para o jantar?


2) The Blackcoat’s Daughter

Creepy as hell! O debute (mais um) na direção de Oz Perkins, filho do Anthony, é um minimalista, atmosférico, e psicológico filme de terror satânico, exemplo perfeito desse cinema indie americano de horror que gosto tanto de falar aqui no 101HM.

Amém, forno!

Amém, forno!


1) A Bruxa (The Witch)

Não teve para ninguém e o conto folclórico da Nova Inglaterra do artesão Robert Eggers reina absoluto não só como o melhor filme de terror do ano, mas como o melhor dos últimos DEZESSEIS ANOS pelo menos! ALL HAIL TO BLACK PHILLIP!!!!

Meu fechamento é você, mozão!

Meu fechamento é você, mozão!

O ano foi recheado de bons filmes e ainda valem pelo menos três menções honrosas: Darling: o desgraçamento mental P&B de Michael Keating à la Roman Polansky; Southbound: mais uma antologia que a turma de V/H/S/ acertou na mosca, e The Autopsy of Jane Doe, que se não fosse aquele terceiro ato e final ruim de doer Sr. André Øvredal, galgaria um lugar melhor nesse pódio.


Marcos Brolia
Marcos Brolia
Jornalista, editor e idealizador do 101HM, é fanático por filmes de terror (ah, vá!) desde que se conhece por gente, dos classudos aos mais bagaceiras. Adoraria ter um papo de boteco com H.P. Lovecraft e virar um shot toda vez que ele falasse a palavra “indizível”.

1 Comentário

  1. Raul Heros disse:

    Essas listas de final de ano desse site são maravilhosas , só filme foda

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