vrzacxyctvod9jljjr3k

Review 2017: #26 – Nunca Diga Seu Nome

Não pense, não fale… Não assista, não perca tempo!


Geralmente, nosso Brasilzão de Meu Deus é esquecido na hora de lançamentos de horror. Não me entenda mal, não estou dizendo que não temos bons lançamentos aqui, mas vide o número de filmaços que não passam por terras tupiniquins. E quando passam, muitos deles acabam não agradando e são rejeitados pelo público, que acham que o gênero se resume a jumpscare. A Bruxa, um dos melhores filmes de terror do ano passado, é um exemplo gritante disso. Nunca Diga Seu Nome é um exemplo de filme para a “geração PULOSUSTO”. Lançado aqui pela Universal, o longa é um dos piores do ano até agora. E antes que vocês comecem a me chamar de chato por eu estar sempre fazendo críticas negativas, deixe-me explicar.

Começa com um homem paranoico nos anos 60 (definitivamente a única sequência boa do filme todo) matando algumas pessoas e repetindo freneticamente a frase “Não pense, não diga”. Pulamos para os dias atuais onde três estudantes resolvem se mudar dos dormitórios da faculdade e dividir uma casa. Elliot (Douglas Smith) encontra em seu quarto um bidê (que já fazia parte da mobília da casa) que é todo rabiscado, entre esses rabiscos está escrito “The Bye Bye Man”. Isso estar pixado bem em um bidê? Entenda como quiser… Quando pronuncia o nome que estava escrito ali, ele, sua namorada Sasha (Cressida Bones) e seu melhor amigo John (Lucien Laviscount) começam a passar por estranhas situações.

Visões de coisas que não estão ali, realidade distorcida e alguns efeitos psicológicos, como Sasha adoecendo fortemente e John ficando extremamente agressivo. Tudo isso por influência do tal Bye Bye Man. Eles precisam agora encontrar um jeito de acabar com sua maldição e se livrar do tal monstro típico de uma lenda urbana de terror adolescente. Agora, como diria Jack, o Estripador, vamos por partes.

Pra início de conversa, a direção de Nunca Diga Seu Nome é horrível. Stacy Title, que carrega em seu currículo apenas produções toscas, incluindo uma antologia de horror protagonizada pelo Snoop Dogg (!!!), não tem cuidado nenhum na criação de suspense, enxertando sustos sem necessidade durante o filme. Isso sem contar a edição totalmente amadora, que acaba destruindo toda e qualquer tentativa de construção do clima que poderia oferecer.

Toque de Midas

Toque de Midas

Segundo, o elenco é péssimo. As atuações são sofríveis e forçadas, parece que eles não conseguem entrar nos personagens. Sem falar no desperdício que foi escalar Doug Jones pra fazer o tal “Homem Tchau-Tchau” O cara só fica parado lá apontando o dedo. Mas dou crédito para a maquiagem, que é bem interessante. Aproveitando o gancho, queria falar sobre o vilão.

Não sei se eu sou muito chato com isso, mas acho que o conceito não é muito explícito. Ao que entendi, ele tortura suas vítimas psicologicamente até que elas se matem. Mas, se isso é tudo, porque no início do filme, o tal homem paranoico estaria dizendo que ele não seria pego? Além disso, a criatura é acompanhada por uma espécie de cachorro que nunca faz nada, não sabe o porquê de sua existência. É nítida aqui a inspiração em Candyman, mas que obviamente, falhou de forma miserável.Eu não digo que precisaria de uma explicação mirabolante e reviravoltas mil, poderia ser apenas algo simples, que ao menos esclarecesse todo o conceito do mito do personagem.

Outro ponto bem fraco são os efeitos especiais usados excessivamente e sem necessidade. Seja para fazer fogo, sangue, ou até mesmo o “mascote” do vilão. EFX bem feios, do tipo que acabam se destacando e evidenciando o CGI. Sempre fui grande fã de efeitos especiais, mas acho que é algo que tem que ser usado com cautela, para que não sejam feios aos olhos. Sem falar que, com a mixaria de orçamento, aproximadamente sete milhões de dólares, o uso de efeitos práticos seria impossível.

No fim das contas, Nunca Diga Seu Nome é mais uma daquelas produções para a famigerada “geração Nutella”: ruim de doer a alma, mas que de certo vai acabar agradando o pessoal que acha que A Bruxa é um filme sem graça e tedioso, mas que enaltece qualquer found footage movido a jumpscare lançado aqui no Brasil.

 

1,5 bidês rabiscados para Nunca Diga Seu Nome

Mas cê gosta mais de batata ou gosta mais de estudar?

Mas cê gosta mais de batata ou gosta mais de estudar?


Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *