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GAME OVER #01 – Alien

Uma timeline do xenomorfo no mundo dos games mostrando que no seu quarto, ninguém ouvirá você gritar


Foi em 1979 que Ridley Scott provou que no espaço, ninguém ouviria você gritar, introduzindo a figura do xenomorfo na cultura pop, que inclusive, tratou rapidamente  de infectar também os games. Só que ao mesmo tempo que Alien, o Oitavo Passageiro se tornou uma pedra angular do subgênero e definiu a forma como se fazer um horror espacial nos cinemas, ele também, indiretamente, foi responsável pela criação do PRIMEIRO survival horror dos videogames, mesmo que 15 anos antes do termo ser cunhado para descrever Resident Evil. Sabia dessa?

Em 1981, Akira Takiguchi desenvolveu para o PC-6001 e Commodore PET/CBM um jogo chamado AX-2: Uchuu Yusousen Nostromo, publicado pela ASCII Entertainment Software, Inc., inspirado pelo stealth Manibiki Shoujo e, obviamente, o filme de Ridley Scott, kibando o nome da nave. O gameplay consistia em escapar pelos corredores de uma espaçonave de uma criatura alienígena invisível, mas no final o jogador descobria ser incapaz de fugir e eventualmente não teria outra saída, a não ser morto quando capturado pelo alien. Fuén! Difícil achar alguma coisa sobre esse game, mas tem um vídeo em russo em que você pelo menos consegue dar uma olhada em como era o seu visual dinossáurico.

Foi só dois anos depois, que o primeiro game oficial do xenomorfo foi criado para o Atari 2600, e que era uma espécie de mod do Pac-Man (juro). Daí em diante, jogos excelentes como Alien: Isolation, crossovers clássicos como o fliperama de Alien vs Predador e a versão do Atari Jaguar, e fracassos retumbantes como Alien: Colonial Marines, sacramentaram ainda mais a popularidade da barata espacial, jogável até em um DLC do Mortal Kombat X.

Para estrear a nossa tão aguardada seção de games do 101HM, fizemos aqui um apanhado com a timeline da terrível criatura de sangue ácido nos PCs e consoles.

Alien (1983 – Atari 2600)

Foi o primeiro game baseado na franquia a ser lançado. Nada mais é que um clone de Pac-Man. Você caminha por um labirinto coletando as bolinhas e fugindo dos Aliens. O jogador pega uma bolinha que brilha (e por brilha, leia-se um círculo com traços em volta… era o Atari, você tem que usar a imaginação, essa é a graça) e deixa os Aliens vulneráveis por um tempo limitado. Ao conseguir coletar todas as bolinhas do labirinto, você passa para um estágio onde vários Aliens estão transitando em espaço aberto e você precisa passar por eles e conseguir um artefato no topo da tela. Nada de muito especial, mas vale a pena ser lembrado por ser o primeiro game baseado no xenomorfo. O game foi desenvolvido e publicado pela Fox Video Games.

Alien (1984 – Amstrad CPC, Commodore 64, ZX Spectrum)

Um híbrido de estratégia e aventura caracterizado por um suspense que vai se desenvolvendo aos poucos e telas, na maioria das vezes, com gráficos simples em preto e verde, com algumas poucas cores extras para textos e localização no mapa. Desenvolvido pela Concept Software e publicado pela Argus Press Software.

Aliens: The Computer Game (1986 – Commodore 64, ZX Spectrum, Apple IIe, Amstrad CPC)

Lançado primeiramente em 1986 para o Commodore 64 e o ZX Spectrum, depois em 1987 pro Apple IIe e o Amstrad CPC, é um game composto por vários minigames que se interligam por meio de diálogos. Enquanto o filme no qual foi baseado, Aliens: O Resgate, é uma obra prima de ação, o jogo é mais aquela criação bastarda que a galera faz pra poder arrancar uma graninha de quem é fã. Desenvolvido pela Activision e Mr. Micro e publicado pela Activision e pela Electric Dreams Software.

Aliens: The Computer Game (1987 – Amstrad CPC, Commodore 16, Commodore 64, ZX Spectrum)

Apesar de ter o mesmo nome do anterior, esse game é totalmente diferente. É um side-scroller ambientado na mesma estação na qual a equipe de Ripley enfrenta os xenomorfos no filme de James Cameron . Você pode controlar o mesmo time de soldados de Aliens, O Resgate ou usar o time da Mobile Tactical Operations Bay, que lhe permite ver a localização dos membros por uma câmera acoplada a seu capacete. Desenvolvido pela Software Studios e pela Mr. Micro e publicado Electric Dreams Software e pela Ricochet.

Aliens (1990 – Arcade)

Mais um baseado no filme do “Rei do Mundo”. Desta vez o jogo é um shoot ‘em up que alterna entre uma perspectiva side-scroller onde você deve enfrentar vários Aliens e em perspectiva rail-shooter em terceira pessoa. Você pode jogar como Ellen Ripley ou o Cabo Hicks. Começa com uma smartgun e pode ir fazendo upgrades ao longo do jogo, chegando a usar lança-chamas, lança-mísseis e lança-granadas. Desenvolvido e publicado pela Konami.

Alien 3 (1992 – Amiga, Commodore 64, Sega Master System, Nintendo Entertainment System, Super Nintendo, Game Boy, Sega Mega Drive/Genesis, Sega Game Gear)

O xenomorfo em todo seu esplendor em 8-bits! Inspirado no terceiro filme da série, é um side-scrolling shooter repetitivo que só onde você encara Ellen Ripley em Fiorina “161” Fury tendo de resgatar os prisioneiros carecas algemados e meter bala em aliens quadrúpedes que brotam do chão, com equipamento dos Fuzileiros Coloniais que sabe-se lá de onde ela descolou. Desenvolvido pela Probe Entertainment e Eden Entertainment Software e publicado pela Arena Entertainment, Acclaim Entertainment, LJN, Virgin Interactive e, aqui no Brasil, pela saudosa Tectoy.

Alien 3: The Gun (1993 – Arcade)

Exclusivamente lançado no Japão, o game é um rail shooter onde você pode usar uma light gun modelada a partir das metralhadoras usadas nos filmes (não neste né, já que eles num tem arma nenhuma pra se defender, mas beleza…). Você precisa passar sete níveis controlando um fuzileiro enfrentando Aliens, facehuggers e soldados, salvar prisioneiros que estão sendo atacados por xenomorfos, fazer upgrades na arma, conseguindo um lança-chamas, por exemplo. O game conta com vários chefes, incluindo um facehugger gigante (!). Desenvolvido e publicado pela Sega.

Alien vs. Predator (1994 – Arcade)

Já imaginou um game beat ‘em up de Alien vs Predador, ao melhor estilo Final Fight e Streets of Rage? Pois bem, aconteceu, criado pela Capcom, pegando onda nas HQs publicadas pela Dark Horse, onde você controlava dois guerreiros predadores ou dois Fuzileiros Coloniais, a Tenente Lynn Kurosawa, um mina cyborg de arma e katana (que depois estrelaria em algumas sequências de Street Fighter) e o Major Dutch Schaefer, vagamente inspirado no personagem do Schwarza em Predador, em uma aliança insólita para acabar com uma infestação das baratas espaciais. . Desenvolvido e publicado pela Capcom, distribuído pela 20th Century Fox.

Alien vs. Predator (1994 – Atari Jaguar)

O Atari Jaguar foi um dos maiores fiascos da indústria dos games. Considerado uma piada e até mesmo mentiroso, o console foi promovido como o primeiro com 64 Bits, se destacando na famigerada “Bit War” dos anos 90, onde os consoles competidores, o SNES e o Sega Genesis (ou Mega Drive, se preferir), tinham apenas 16 bits (não contando a expansão 32X do Genesis). Porém ao ser lançados, a maioria dos jogos se encaixariam no máximo na categoria de 32 bits, o que causou certa revolta nos (poucos) compradores do sistema. Devaneios sobre o console à parte, Alien vs. Predator é um game FPS considerado um dos melhores games do Jaguar AND dos melhores  baseado em ambas as franquias, e o mais vendido do sistema, com 50 mil cópias comercializadas. Você poderia escolher entre jogar com o xenomorfo, com o Predador ou com um fuzileiro. Cada um tinha suas diferenças de gameplay e objetivos.

Com o Xenomorfo, seu objetivo é resgatar a Rainha que está sendo mantida em cativeiro na nave dos Predadores. O Alien é o único que pode se curar dos danos e infectar fuzileiros para que, caso morra, o infectado se tornará um novo Alien e você poderá continuar do local em que morreu. Além disso, você só pode se locomover através de dutos de ar, sendo impossível usar elevadores.

Como Predador, seu objetivo é encontrar e matar a Rainha Alien a fim de reivindicar seu crânio. O one ugly motherfucker pode usar elevadores para se locomover, mas não pode passar por dutos de ar. Você também tem a possibilidade de carregar kits médicos para recuperar vida e pode ficar invisível de Aliens e fuzileiros. O sistema de XP baseia-se em como você mata os inimigos. Se enquanto estiver invisível, por exemplo, você perde Pontos de Honra e pode perder sua arma equipada. Se você estiver visível, seus pontos são maiores e você tem acesso a novas armas, como o canhão de ombro, o disco voador e as lâminas usadas no pulso. O personagem  se machuca ao pisar no sangue ácido do Alien e, assim como o fuzileiro, você pode ser atacado pelo facehugger.

E como fuzileiro Lance J. Lewis, seu objetivo é escapar da base militar invadida por Aliens e Predadores. Você deve encontrar armas e cartões de segurança para acessar os outros níveis e ativar o mecanismo de autodestruição para escapar. Lewis pode usar kits médicos e comida para recuperar vida, mas, diferente do Predador, você não pode carregá-los e deve usá-los imediatamente. Você pode acessar computadores terminais nos laboratórios médicos para recuperar vida, mas, dependendo do cartão usado, você irá recuperar bem pouco. Suas armas incluem uma shotgun, um rifle de pulso, um lança-chamas e uma smartgun. Dá para se locomover por elevadores e dutos de ar e, assim como o Predador, perder vida ao entrar em contato com o sangue Alien e atacado pelos abraçadores.

Desenvolvido pela Rebellion Developments e publicado pela Atari.

Alien Trilogy (1996 – PlayStation, Sega Saturn, MS-DOS)

Esse game tem um valor sentimental pra mim por ser o primeiro game de terror que consegui jogar e o que me apresentou ao xenomorfo. É um apanhado dos três primeiros filmes do baratão espacial. Tu controla o verdadeiro mulherão da PORRA, a Tenente Ellen Ripley em uma história derivada do cinema. Além de algumas cutscenes em CGI, o enredo é contado por alguns textos antes das missões. Mas, em resumo, Ripley, aqui já sendo uma fuzileira, viaja para LV-426 para tentar recuperar contato com a colônia de lá. Com todos os outros soldados dizimados, ela deve passar pela colônia e a prisão infestadas, até finalmente chegar na nave Alienígena e destruí-la.

O game tem uma porrada de inimigos e elementos da série de filmes. Tu enfrenta facehuggers, os chestbursters, uns cachorro muito loucos, os xenomorfos e as Rainhas Alien. São 30 níveis e três rainhas como chefes. Várias armas podem ser usadas, desde o rifle de pulso até metralhadoras. O game é dotado de gráficos muito bons para a época, sendo bastante fiéis, efeitos de som que conseguiram recriar todo o sentimento dos filmes, uma atmosfera assustadora e claustrofóbica, controles bastante intuitivos e uma vasta interatividade.

Vale a pena comentar que foi o primeiro a usar captura de movimento 3D para criar a movimentação dos xenomorfos. O game foi desenvolvido pela Probe Entertainment, publicado pela Acclaim Entertainment e distribuído pela Fox Interactive.

Aliens versus Predator (1999 – PC)

Mais um AvP desenvolvido pela Rebellion. A empresa ficou bastante conhecida justamente pelo seu envolvimento em games da franquia. Compartilhando muitas semelhanças com seu irmão, o Alien vs. Predator do Atari Jaguar, o game tem três campanhas separadas e com aspectos de gameplay diferentes, dependendo de qual personagem você for usar.

Como Fuzileiro Colonial você tem várias armas para enfrentar os Aliens e os Predadores. Além disso, você veste uma armadura para proteção e pode usar um intensificador de imagem e sinalizadores para enxergar melhor em áreas muito escuras.

Como Alien, o jogador pode explorar livremente o cenário, escalar paredes e telhados. O Alien pode atacar somente com suas garras, rabo e presas. Quando o xenomorfo está sendo controlado, a tela é distorcida com o efeito de olhos de peixe, para representar seu POV. Além disso, você tem a possibilidade de usar ecolocalização em áreas escuras e de detectar feromônios para distinguir os inimigos em humanos ou Predadores. O Alien pode cair de qualquer altura sem sofrer dano e tem a maior velocidade entre os três personagens.

Como Predador, você pode usar uma variedade de armas dos filmes do Predador, como as lâminas de pulso, os discos e os canhões de ombro. Possui a maior durabilidade dos personagens e perde menos vida que os humanos ao cair de grandes alturas. O jogador pode ficar invisível e usar diversos modos de visão para detectar inimigos, incluindo um modo infravermelho e um modo sensível a sistemas eletrônicos.

O game foi elogiado pela crítica novamente, embora não tenha sido aclamado como seu “antecessor”. Os elogios foram para os gráficos, a diversidade da campanha, sonoplastia, ambientação e o fator diversão, enquanto as críticas se direcionaram para a falta de Save Feature. O jogo foi desenvolvido pela Rebellion Entertainment, publicado pela Fox Interactive, Electronic Arts, Squaresoft e Sierra Entertainment e publicado pela 20th Century Fox Home Entertainment.

Alien: Resurrection (2000 – PlayStation)

O jogo é mais um FPS e, apesar de ser bem fraco, muitos consideram o game melhor que o filme. Seguindo o mesmo plot, você controla Ripley e, em algumas ocasiões, você usa Call, DiStephano e Christie. Cada um com seu próprio equipamento.

Esse foi um dos games que comprei logo depois de ver o filme, já que Alien Trilogy era meu favorito. Lembro que quando cheguei em casa animado para jogar eu fiquei muito, muito desapontado. Ou, como gosto de falar, acabei ficando FULL PISTOLA. O game foi desenvolvido pela Argonaut Games, publicado pela Fox Interactive e distribuído pela Electronic Arts.

Aliens versus Predator 2 (2001 – PC)

A sequência do game de 1999. Novamente tem possibilita escolher entre três sequências single-player, seja com o Alien, o Predador ou um fuzileiro. Não há muitas diferenças de gameplay desse para o outro. Ao contrário de seu antecessor, onde as histórias eram independentes e não se afetavam, aqui se interligam e os eventos de uma acabam modificando a outra.

Os eventos do jogo se passam 51 anos após o primeiro. Uma estação espacial de pesquisa da Weyland-Yutani Corporation descobriu no LV-426, onde a tripulação da Nostromo encontrou os ovos Alien, as ruínas de uma civilização extraterrestre. Porém, o local está infestado de xenomorfos e isso pode prejudicar as pesquisas. A partir daí, dependendo do personagem, o enredo tem um rumo diferente, mas os três são muito complexos para se explicar aqui..

O game também ganhou uma expansão chamada Primal Hunt, que traz novas armas, mapas multiplayer e uma campanha single-player que age como prequel, com as campanhas do Alien e do Predador se passando 500 anos e depois seis semanas antes dos ocorridos do game original, enquanto a do fuzileiro é ambientada apenas nessas poucas semanas. Enquanto o game original recebeu críticas positivas, a expansão foi mais criticada por ser entediante e repetitiva. O game foi desenvolvido pela Monolith Productions, publicado e distribuído pela Fox Interactive.

Aliens versus Predator: Extinction (2003 – PlayStation 2, Xbox)

Totalmente diferente da maioria dos games falados aqui, Extinction é um game de estratégia em tempo real. São 21 missões da campanha single-player em que uma colônia Alien, uma elite de Predadores e um esquadrão de elite de fuzileiros se enfrentam. Diferente da maioria dos games do gênero, você não constrói bases. Extinction é unicamente focado em gerenciar suas unidades e combate. O game foi desenvolvido pela Zono Incorporated, publicado pela Electronic Arts e distribuído pela Fox Interactive.

Aliens vs. Predator: Requiem (2007 – PlayStation Portable)

Assim como a série de filmes na qual foi baseada, AvP Requiem é um jogo totalmente medíocre. No game, você controla o Predador que foi encarregado de caçar e destruir qualquer traço de atividade Alien em uma pequena cidade americana. Com visão em terceira pessoa, você tem acesso a várias armas do personagem, incluindo suas garras e o canhão de ombro.

Você também pode usar algumas armas novas, além de ter a habilidade de se camuflar e vários modos de visão para enxergar no escuro, como infravermelha. Mas, sejamos sinceros, esse game é uma completa vergonha. As críticas dizem, e eu concordo, que o game é fácil demais, tem problemas seríssimos na inteligência artificial dos inimigos, tem visuais e faixas de áudio de uma qualidade horrenda e gráficos muito abaixo da capacidade.

E não venham com a desculpa de que era um console portátil e por isso o game não tinha qualidade gráfica boa. God of War: Chains of Olympus é do mesmo console e era de uma qualidade impecável. A questão é que o game foi feito nas coxas, só pra arrancar uma grana a mais do pessoal que foi ver aquela porcaria-mor lançada nos cinemas pouco tempo antes. O game foi desenvolvido pela Rebellion Developments, publicado pela Sierra Entertainment e distribuído pela 20th Century Fox.

Aliens vs. Predator (2010 – PC, PlayStation 3, Xbox 360)

Mais um da Rebellion, feito no mesmo molde dos outros três que já falamos aqui. Novamente, existem três campanhas, uma para o Predador, uma para o Alien e outra para os fuzileiros. Mas, enquanto cada uma tem seu enredo e gameplay individual, elas formam uma storyline abrangente. Onde passamos por cenários das anteriores e vemos alguns dos acontecimentos pelos quais passamos durante a série.

Foi criticado pelo seu sistema de combate e pelo fato dos fuzileiros conseguir afugentar um Alien, quebrando a atmosfera do game, a qual foi um dos principais pontos de elogio. Eu, pessoalmente, acho esse game bastante injustiçado. Acho que foi um dos únicos, dentre os vários lançados até a época, que trouxe a verdadeira sensação e atmosfera de um filme do Alien e do Predador. Eu recomendo bastante que vocês parem e deem uma jogada, de preferência nas três campanhas, para verem o quão subestimado é esse título. O game foi desenvolvido pela Rebellion Developments, publicado pela Sega e distribuído pela 20th Century Fox.

Aliens Infestation (2011 – Nintendo DS)

Mais um título portátil. Esse é um game bem divertido, um genuíno side-scroller. O gameplay é bastante parecido com Metroid, onde você precisa explorar e fazer o velho “leva e traz de itens” para encontrar armas, upgrades e cartões que levam para outros níveis da nave. No enredo, a USS Sephora descobre a USS Sulaco à deriva no espaço após os eventos de Aliens, O Resgate e Alien 3. Os fuzileiros são enviados até lá para investigar e recuperar formas de vida detectadas na nave.

O game  tem um estilo old-school bastante nostálgico para quem é fã de jogos da velha guarda, com gráficos cartunizados, cortesia do renomado ilustrador Chris Bachalo, e conta com um fator diversão impecável. O game foi desenvolvido pela WayForward Technologies e pela Gearbox Software, publicado pela Sega e distribuído pela 20th Century Fox.

Aliens: Colonial Marines (2013 – PC, PlayStation 3, Xbox 360)

Eu temi esse momento por muito tempo, e agora a merda vai feder. A parada é a seguinte, esse jogo estava previsto para ser desenvolvido pela Check Six Games e publicado pela Fox Interactive e Electronic Arts em 2001. O game foi cancelado e em 2006, a Sega comprou os direitos para produção de um game da franquia e em dezembro do mesmo ano anunciou que estava trabalhando com a Gearbox Software no desenvolvimento de um jogo completamente novo. Em 2008 foi anunciado que o game seria o Aliens: Colonial Marines. Fãs ficaram em polvorosa. Depois disso o game caiu em development hell por anos.

Perto do lançamento, os desenvolvedores apresentaram na E3 um gameplay de encher os olhos. Com atmosfera assustadora, Aliens agressivos, gráficos realistas e fidelidade total aos filmes, com inspiração em O Resgate. Mas esse foi mais um caso dos gameplays alterados. O produto final conseguiu ser inferior ao AvP de 2010!!! Tem sérios problemas com bugs, principalmente com a inteligência artificial que, em certos momentos, desliga. O xenomorfo corre até você e para na sua frente. Isso sem falar que o jogo não preza pelo suspense e não tem aquela atmosfera sombria e claustrofóbica.

A história é pífia: você controla o Cabo Christopher Winter, um fuzileiro que é parte de uma equipe de busca e resgate enviada para investigar a USS Sulaco em busca de Ellen Ripley, Cabo Dwayne Hicks, Newt e o resto dos fuzileiros enviados para Acheron. Lá você encontra o lugar infestado de xenomorfos e deve lutar por sua sobrevivência. Como se já não bastasse uma história de bosta dessas, com personagens nada carismáticos e o fato de não ter absolutamente NENHUMA continuidade com os filmes, os caras ainda tiveram a PACHORRA de dizer que o game é a verdadeira sequência do filme de James Cameron e que seria um complemento essencial para a franquia como um todo. É de cair o cu da bunda!

O gameplay é totalmente frustrante e problemático, os gráficos são horríveis e sofrem de delay de renderização. Dá a impressão de que os caras deram uma polida no game que estavam preparando pro PS2 e pronto. A única coisa que eu consigo tirar de positivo desse game é o level design, o sistema de customização e a trilha sonora, que é a mesma dos filmes, aí fica fácil. Fora isso, é de uma vergonha alheia e revolta altíssimas, não é a toa que foi considerado um dos piores já feitos. Na época do lançamento, houve até uma treta da galera pegando as screenshots pré-lançamento e comparando com o produto finalizado. Isso fez com que muita gente caísse de pauta duramente a produtora por ter adulterado as imagens e os gameplays apresentados. O game foi desenvolvido pela Gearbox Software, publicado pela Sega e distribuído pela 20th Century Fox (que só queria ganhar uma grana em cima dos fãs da barata espacial).

Alien: Isolation (2014 – PC, PlayStation 4, PlayStation 3, Xbox 360, Xbox One)

A cereja do bolo dos games do Alien. Nunca antes um jogo – e convenhamos – até mesmo um filme, conseguiu emular tão bem a desoladora sensação de horror, claustrofobia e impotência de Alien, o Oitavo Passageiro. Toda a tecnologia retrô do primeiro filme está ali, como uma visão futurista a partir dos anos 70, além da ameaça de um xenomorfo único em uma estação espacial fantasma, a Sevastopol, em um típico survival horror modo stealth de cair o queixo e fazer cagar nas calças se jogado em um quarto escuro à noite.

A história segue Amanda Ripley, a qual você controla em POV, que 15 anos depois do desaparecimento de sua mãe, tenta descobrir o que diabos aconteceu com ela, lançando-se em espaço profundo e se deparando com a barata espacial, que é indestrutível. Caso você a alveje com um coquetel molotov ou lança-chamas (que você vai pegar só lá no final do gameplay) ele só vai ficar mais puto com você e te caçar ainda mais ferozmente, em uma das mais impressionantes AIs já criadas para a indústria do videogame, que chega até a aprender com suas técnicas e utiliza do som para conseguir encontrá-lo. Aquilo que todo o fã do Alien esperou por MUITO tempo.

Ah ainda um DLC chamado Nostromo Edition que você pode jogar com a Ripley, Dallas ou Parker, tentando encurralar o Alien na nave do primeiro filme. O game foi desenvolvido pela Creative Assembly, publicado pela Sega e distribuído pela 20th Century Fox.

 

 


Angelus Burkert
Angelus Burkert
Psicopata em formação. Pegou gosto pelo cinema de horror após ir até a sessão de VHS de terror na locadora e olhar todas as capas de filmes possíveis. Fã confesso de música e games, provável que não mude nada com o passar dos anos, exceto o amor pela carnificina.

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